O Bully conheceu a Safira e o amor estalou, ou isso ou ele queria brincar com ela mas ela só queria saber da bola... seja como fôr resultou neste espectáculo medonho:
A Safira nos primeiros encontros com cães que veêm cá a casa pela primeira vez é sempre a menos "amistosa". Ela coloca-se naquela posição altiva (cabeça para cima, nariz ao alto e patas esticadas ao máximo tipo bailarina) e olha em frente como se o cão "novo" do local nem estivesse ali. Quando este se aproxima dela, ela imediatamente "liga a mota" que mais parece um vulcão em erupção e começa a rosnar. Os rosnos dela são sempre iguais, altos, constantes e para quem ouve de fora MUITO assustadores. Parece que ela quer comer os outros cães vivos e palitar os restos com os seus ossos. Os clientes ou pessoas que assistem a isto, ficam todos com a mesma cara. Corpo tenso, braços junto ao corpo, olhos esbugalhados e um sorriso colgate dos mais fracos que coneguem arranjar. Olham sempre para mim com ar de pânico. Eu explico sempre que ela é assim, para não se assustarem que nada se vai passar. Não fosse eu conhecer tão bem a Safira, também eu me assustaria (como aliás no início ficava um pouco aflita quando ela se punha com isto), mas com o tempo vim a aprender que isto é ela a estabelecer os limites dela. Em canês:
"Ó pá, tu aí em baixo, eu sou a Safira, já ouviste falar de mim concerteza que costuma sair nas revistas. Pois é, eu sou a princesa da casa, sou eu que digo quando como e onde e a minha mãe e pai são só meus, isto aqui é só um empréstimo! Não vou repetir o que disse esclarecido?"
E pronto, no segundo dia, ignora-os como se eles não existissem. Sejam grandes, pequenos, andem atrás dela ou não, ela move-se como se eles nem ali estivessem. Já no terceiro dia, começa a cheirá-los e usualmente já existe um contacto amigável que usualmente vem sempre dela.
Eu adoro ver este filme passar-se repetidamente à minha frente. Não parece mas é a única que realmente se dá bem com todos e quaisquer cães e todo aquele aparato inicial é mesmo só fogo de vista, mas que lhe fica bem fica, né Firinhas??
O Nuno vai tomar café aqui no café da aldeia. Por vezes leva a Safira com ele, toda a gente a conhece e nunca ninguém se opôs à sua presença, inclusivé apreciando-a...(quem não gosta da Safira?).
No entanto no último Domingo algo de inesperado aconteceu. O Nuno ia a entrar no café com a Safira e um homem que estava à porta virou-se bruscamente e olhando os dois de alto a baixo diz:
Uma senhora estava sentada na porta de casa a dar sopa ao filho. O Nuno aproximava-se pelo passeio com a Safira. A senhor ausenta-se e deixa a sopa no chão. O Nuno prosseguiu e nem se apercebeu que a Safira foi direita à sopa. Ouviu a senhor a sair disparada de casa:
- AAAAAAAAAAAIIIIII, a sopa do menino - e lançou um ar horrorizado à Safira que a olhava com aquele ar meloso
Vem outra senhora de dentro de casa e diz:
- Ah não te preocupes ela não é pitbull não vês que é meiguinha?
hmmm....óbvio para se ser um pitbull é preciso ser-se "mau"!
A Safira é se longe a cadela mais sociável que conheço. Ela inicialmente tem algumas reacções menos "acolhedoras" com alguns cães. Rosna, olha de lado e faz-se de difícil. Nos 3 ou 4 dias seguintes, simplesmente ignora-os e depois é só love.
Ela é simplesmente fantástica. Seja que cão venha cá "parar" a minha casa, ela é a única que eu confio para dormir na sala com ela.
Nunca a vi começar uma briga, mas já a vi imeeeeensas vezes meter-se no meio de dois cães a brigar (como o Joel e o Maxi por exemplo) para separá-los!
Ela é uma comunicadora nata, sabe "cânes" de nível universitário e sabe fazer-se entender com cães do mais nervosinho ao mais destemido que encontra.
Eu sei que sou admiradora incondicional da Safira, que é perfeita a meus olhos, mas não descosendo os meus outros repolhos, esta menina, é de facto algo extraórdinário, senão vejam por vocês mesmos!