Aqui deixo alguns progressos no treino da Safira especialmente do fechar a gaveta ao qual chamamos unicamente "gaveta". Lambidelas a todos...e a Safira manda beijinhos, eheh :D
Mostrar mensagens com a etiqueta cão de assistência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cão de assistência. Mostrar todas as mensagens
domingo, 25 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Safira confiante
A Safira revela-se a cada dia. Aos poucos vai ganhando confiança em nós e mais importante de tudo nela própria. A Safira revelou-se desde o primeiro dia em que a vimos uma cadela medrosa e reluctante em fazer o que quer que fosse à nossa frente. Bastava falarmos um bocadinho mais alto e ela agachava-se logo e fugia para a cama dela.
Ficamos logo com a nítida sensação que a Safira tem um historial de repressão de comportamentos. Nas sessões de treino isso é mais evidente, porque a Safira simplesmente não "oferece" comportamento nenhum, senta-se e olha para nós com a cabeça para baixo.
Mas isso era antes, em pouquíssimo tempo já se notam diferenças e ela começou a aperceber-se que eu e o Nuno nunca reprimimos nada do que ela possa fazer. Se a apanhamos a fazer algo que não queremos (como comer comida do gato, por exemplo) limitamo-nos a silenciosamente retirar a comida dos gatos do chão e a reforçar quando ela se deita na cozinha no tapete. Ultimamente a Safira entra na cozinha e deita-se no tapete da cozinha imediatamente.
Outro aspecto interessante são os passeios na rua. A Safira no início recusava-se a ir à relva e caminhava sempre reluctante. Hoje já puxava na trela que nem um tractor e queria correr cheirar tudo e todos sem medo. Apesar de não querermos incentivar o puxar na trela eu e o Nuno queremos acima de tudo que ela aprenda a confiar em nós e voltar a ser cão de novo. Não vamos reprimir nada e incentivar tudo o que crie na Safira a autoconfiança que queremos e tão necessária para podermos treinar comportamentos complexos como abrir portas, por exemplo.
Deixo aqui um vídeo da vitória que foi conseguirmos capturar um comportamento (esperar que o cão voluntariamente ofereça um comportamento e reforça-lo continuamente de forma a tornar-se um comando). O comportamento que ela ofereceu foi levantar a pata. Eu clico com o MannersMinder um aparelho que permite clicar com controle remoto e larga as recompensas automaticamente. Ela aprendeu a responder ao som do instrumento e ir buscar a recompensa dela quando esta cai na prateleira. Como não uso comida para induzir o comportamento podemos ver como ela entende realmente o que é que faz com que eu clique.
Os treinos da Safira são curtos (10 a 15 mnts) duas ou três vezes por dia e usamos a ração dela. Ela nunca come do pote, fazemos com que a Safira trabalhe para ganhar a comida dela :D
Lambidelas a todos da Safira.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Os primeiros dias na nova casa
Desde que a Safira chegou, eu e o Nuno temos dispendido todas as noss
as energias nela. Ela está a demonstrar aos poucos a sua personalidade e à medida que se adapta à sua nova vida, vai ganhando confiança.


Todos os dias a temos levado à rua várias vezes. Nos 2 primeiros dias levei-a em alturas menos agitadas e em passeios mais curtos. Descobrimos que a Safira não gosta de relva e recusa-se a aceitar qualquer tipo de petisco quando está na rua. Também descobrimos que tem medo de várias coisas e se acanha quando não conhece.
Não estamos minimamente preocupados com isso. Ela apenas precisa de reaver a sua auto-confiança e é nisso que estamos a trabalhar. Como tal passeios curtos e usando sempre a mesma rota, para que se torne um hábito.
Ontem de tarde levei-a a um sítio novo, a um jardim que há no cimo da avenida perto de uma escola. Ela portou-se que nem uma valente, meio reticente e sempre a olhar para mim, para certificar-se que eu não fugia e lá chegamos. Pelo caminho encontramos muitas pessoas, crianças e outros cães. Ela demonstrou a natureza dela, esticando as orelhas às crianças que lhe achavam uma piadão, abanando o rabito aos adultos e ignorando os outros cães.
Com os outros cães, a Safira demonstra ser um autêntico às em decifrar as suas itenções.
Um labrador que estava do outro lado da rua, pronto para atravessar para o nosso lado, estava a ser totalmente ignorado. Quando nos aproximamos percebi porquê, ele atirou-se à Safira, com jeitos trapalhões e pouco amigáveis. Mantive a trela sempre frouxa e não me exaltei, não quero que a Safira se sinta mais nervosa por causa das minhas reacções.
Não me afasto dos outros cães, e deixo que ela vá dizer "olá" ao jeito canino, de cheirar rabiosques. Aqui trata-se de ensinar à Safira que eu dou-lhe o que ela quer (deixo-a dizer olá aos outros cães) se ela me der o que eu quero (depois de dizer olá, eu digo vamos e ela nem hesita em prosseguir caminho).
Já perto de casa encontramos dois cães sem trela que vieram direitos à Safira. Eu não evitei que eles se aproximassem, primeiro porque sabia que não havia perigo (anos a observar linguagem canina) e depois porque eram os outros que estavam soltos e não a Safira.
O primeiro foi uma brincadeira pegada, desataram os dois aos pinotes e a fazer vénias de brincadeira. A dona do cão, estava especada a olhar, ao fim de alguns minutos, disse "vamos" e a Safira prontamente deixou e prosseguiu caminho. Estamos no bom caminho! O segundo um castanho pequenito leu as notícias do dia no rabiosque dela e continuaram satisfeitos.
É preciso saber que estamos sempre a treinar os nossos cães, eles estão constantemente a aprender connosco, mesmo quando fazemos coisas básicas e curriqueiras como passear na rua.
Quando chegamos a casa, fui para a cozinha com ela, e cortei um bocadinhos de queijo (descobrimos que ela adora queijo) e comecei a dar-lhe, passados nem 1 mnt chegou o Jaime (que adora queijo... pronto ele adora comer, qualquer coisa serve).
Ao início o Jaime colocou-se em cima da mesa. Mas eu desta vez "subi a barra" e exigi mais de todos. Se o Jaime queria o pedaço de queijo dele, teria que sair de cima da mesa. Nem 1 mnt demorou e já estava sentado ao lado da Safira. Parecia o elefante e a pulga. A única coisa que os interessava era o queijo na minha mão, as maravilhas da desensitização a funcionar à plena vista.
Depois de 5 mnts disto, levei-a para o escritório, onde ela passa a maioria do tempo (e nós também) e dei-lhe um Dentastix. Ela roeu aquilo tudo em 30 segundos e adormeceu. Eu continuei o meu trabalho e só parei para pôr a música mais alto porque nem ouvia nada com os roncos dela.
Á noite o Nuno chega do trabalho e dá-lhe kilos de mimos, deita-se no sofá da Safira e lambusam-se os dois. É realmente um ritual. Depois enquanto faço o jantar, o Nuno leva-a para a minha beira na cozinha faz um pouco de treino de clicker com ela.
O senta e o deita são os primeiros comandos que estamos a ensinar. Ela já deita sem comida na mão e já senta direitinho em várias ocasiões. Também já a ensinamos a palavra espera, para que ela fique à espera quando colocamos a trela, quando abrimos a porta para sair e antes de atravessar na passadeira. Até agora ela está a aprender bem e rápido e a confiança dela vai subindo aos poucos.
Hoje vamos passar o ano com ela, em grande e depois manda-mos mais notícias!
Lambidelas a todos da Safira
Etiquetas:
cães,
cão de assistência,
clicker,
pitbull,
Safira,
treino de assistência,
treino de clicker,
treino positivo
Subscrever:
Comentários (Atom)